Conta de luz: Tarifa pode ficar mais cara para você em maio – Entenda o porquê

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Devido ao baixo nível dos reservatórios hidrelétricos, após um período chuvoso abaixo da média e bem aquém da média histórica, especialistas acreditam que a Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL – pode acionar a bandeira vermelha 1 já no mês de maio. O que tornaria a conta de luz mais cara. 

Dessa forma, acredita – se que as contas devem ser ajustadas acima das expectativas para o IPCA em maio. 

Até março, o índice oficial de inflação do país acumula alta de 6,10% em 12 meses, acima da meta de inflação para este ano, que é de 3,75%. Já os dados de abril serão divulgados apenas em maio. 

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Conta de luz: Tarifa pode ficar mais cara para você em maio – Entenda o porquê

Por que a conta de luz fica mais cara?

A conta de luz fica mais cara devido ao aumento do uso das hidroelétricas. Ou seja, sempre que elas precisam trabalhar mais, a conta aumenta. 

Isso é medido por um sistema de bandeiras, que funciona dessa forma: 

  • Bandeira Amarela – R$ 1,34 para cada 100 kWh consumidos
  • Bandeira Vermelha 1 – R$ 4,16 para cada 100 kWh consumidos
  • Bandeira Vermelha 2 – R$ 6,24 para cada 100 kWh consumidos

Segundo a Aneel, essa é uma maneira de estimular o consumidor a economizar, em momentos em que a energia hidrelétrica. 

Conta de luz: sistemas de distribuição

Em conversa com o Portal UOL, o presidente da comercializadora Comerc Energia, Cristopher Vlavianos, diz que a previsão para maio não é boa:

 “A previsão para maio é que a gente vá ter bandeira vermelha patamar 1”, 

O chamado Sistema Interligado Nacional, é o sistema de produção e transmissão de energia elétrica do Brasil.

 Ele é composto por quatro subsistemas, que ficam no Sul, Sudeste/Centro-Oeste, Nordeste e a maior parte da região Norte, todos conectados entre si. 

Isso permite mandar energia de um para outro, aproveitando os diferentes regimes de chuva e de vazão dos rios do país.

Sendo assim, quando esses sistemas se sobrecarregam, a conta de luz acaba ficando mais cara no país todo. Isso acontece, normalmente, quando há falta de chuvas em alguns lugares simultaneamente.

Qual o motivo das baixas quantidades de chuvas?

Ainda de acordo com o Portal UOL, o meteorologista da Climatempo, Filipe Pungirum, diz que o Brasil passou por um período úmido no verão de 2020/2021. 

Isso quer dizer que acumulou poucas chuvas nas bacias dos rios Paraná, Grande, Parnaíba e do Alto Tocantins, considerados os mais importantes do País. 

A configuração de temperaturas do oceano Atlântico permaneceu desfavorável a essa chuva durante todo o período úmido e agora, no início do período seco, ela continua desfavorável e nós teremos também um início de período seco de chuvas abaixo da média, diz o meteorologista.

Ele também explica que a costa brasileira, entre o Sul e o Sudeste, ficou muito aquecida durante esse período úmido:

Isso acaba favorecendo com que os grandes movimentos de ascendência de ar que provocam chuvas ocorressem sobre o oceano e não sobre o continente. Anos de verão em que a temperatura do Atlântico está mais baixa, geralmente são anos mais chuvosos. 

Além disso, durante o período seco, é o avanço de frentes frias e ciclones que favorecem a formação das chuvas no Sudeste do país: 

Esses sistemas precisam de diferenças de temperatura entre o Sul e o Norte para poderem avançar (…) o que acontece agora é que temos uma grande região de águas mais aquecidas entre o Sudeste do país e o Sul da América do Sul, então a diferença entre Norte e Sul está menor do que a média histórica, o que resulta em menos energia disponível para formação, manutenção e movimentação desses sistemas. Então, por isso, a expectativa agora no início do período seco também é de chuvas abaixo da média no Centro-Sul do país.

Fonte: ANEEL

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