Polícia Civil apreende meia tonelada de “supermaconha” em hotel no Pará

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Na tarde de quarta-feira (3), policiais civis do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) apreenderam meia tonelada de entorpecente em um hotel no bairro de São Brás, em Belém. A droga do tipo skunk (ou skank), também conhecida como “supermaconha”, é uma espécie considerada mais pura, por isso tem seu valor comercial elevado no narcotráfico. A estimativa é que, apenas com essa operação, a polícia do Pará retirou das mãos dos criminosos cerca de R$ 5 milhões.

Os agentes da Polícia Civil chegaram ao local após denúncias anônimas, que resultaram em investigação. Ao chegarem ao imóvel, os policiais foram recebidos por um homem de 43 anos, que se identificou como proprietário do espaço. “Quando chegamos ao local, o homem não soube se explicar, estava aparentemente nervoso, mas autorizou a nossa entrada. Como se tratava de uma casa muito grande, talvez ele não imaginasse que nós fôssemos olhar todos os cômodos. Em um dos locais, um banheiro, para nossa surpresa tinha várias caixas. Quando começamos a mexer, vimos essa grande quantidade de droga”, informou o diretor da Denarc, delegado Pery Netto.

Com as suspeitas confirmadas, o homem foi preso e responderá pelo crime de tráfico de drogas. Ainda no momento da prisão, ele confessou que havia recebido a encomenda de um homem em troca de dinheiro.

Uma das características dessa apreensão é que todos os tabletes da droga estavam sujos de óleo queimado. “Certamente isso veio em alguma embarcação. Muito provavelmente de outras localidades. Por experiência, a gente acredita que parte desta droga ficaria aqui no Pará e o restante seria enviado para outros estados do Brasil”, disse o diretor.

Um inquérito policial foi instaurado para apurar o crime. As investigações continuam para prender outros envolvidos. Ainda na tarde desta quarta-feira, o preso prestou depoimento, passou por exames de corpo de delito e foi encaminhado ao sistema penitenciário do Estado, onde está à disposição da Justiça.

Fonte: Agência Pará

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