Santarém vê Miritituba avançar como referência em investimento de logística

0
34

 

Por que os investimentos na infraestrutura portuária no Distrito de Miritituba, em Itaituba, avançam, enquanto Santarém possui, por exemplo, um maior calado para receber de navios cargueiros, mesmo no período da estiagem dos rios.

Especialistas e empresários ouvidos pelo O Impacto são unânimes sobre a falta de liderança política que posso intervir de forma positiva nas decisões sobre os investimentos para o setor.

“Não é aceitável que Santarém, um município com mais de 300 mil habitantes e mais de 200 mil eleitores, não ter representantes locais na Assembleia Legislativa e Câmara Federal”, dizem.

“Não há dúvida que a falta de mobilização na capital federal tem deixado Santarém de fora dos planejamentos estratégicos da União, que sem dúvida são a base para os investimentos privado”.

Segundo eles, ainda há tempo para que Santarém seja alvo destes investimentos, que dinamizam a economia. São postos de combustíveis, lojas de autopeças, mecânicas, alimentação, entre outros, segmentos, que são potencializados pelos portos.

MIRITITUBA

Gigantes de logística, inclusive internacionais investem em seus portos no Distrito de Miritituba. Somente a Cargill, que tem um terminal de cargas em Santarém em operação há dez anos, investe cerca de R$ 200 milhões no local. O plano é triplicar o volume de soja exportado pela empresa em Santarém, saltando de 1,9 milhão de toneladas para mais de 4 milhões de toneladas por ano.

O corredor para Miritituba, ainda com todas as dificuldades de quase mil quilômetros sem asfalto, começou em 2014, com o terminal da BUNGE e hoje tem um terminal de petróleo, que é da ATEM, empresa de Manaus, além de cinco operações portuárias específicas. No porto público da CDP, que é uma instalação pública portuária de pequeno porte, a instalação da Transportes Bertolini, o terminal da Cianport, que é um terminal pequeno mas que atende commodities fazendo embarque ao largo para o exterior de barcaça de Mirituba até Santarém, e de Santarém faz transbordo ao largo.

Existe o Terminal da UniTapajós, que fez uma parceria com o Grupo Amaggi, que está operando em Miritituba e que leva para Barcarena para o terminal deles em Itupanema no Porto de Vila do Conde. Há o terminal da Hidrovias do Brasil, que é um terminal “chapa branca”, ou seja, ele não trabalha para nenhuma bandeira específica ou pra uma grande trade, mas trabalha para diversas trades, é o verdadeiro operador portuário, ele tem uma estação de transbordo em Miritituba e o terminal privado para embarque de longo curso para o exterior em Itupanema, projeto da Brick Logística que atendem mais as médias trades que não tem volume ainda que justifique uma operação própria em terminais portuários. Cada investimento desse em uma estação de transbordo em Miritituba, e um terminal privado em Barcarena e mais a operação de comboios de barcaças é um investimento da ordem de 1 bilhão a 2 bilhões.

Há o terminal de grãos da Cargill que também faz a operação de barcaças indo até Santarém, então hoje o destino desses terminais e estações de transbordos em Miritituba, são uma pequena parte, cerca de 25% ou 30% para Santarém e 70% ou 75% para Vila do Conde. O total de carga fechado no ano de 2019, ou seja, no quinto ano ultrapassou 10 milhões de toneladas. Cresceu de zero para dez toneladas em apenas 5 anos. Agora para a safra 2020, com a consolidação da pavimentação da BR-163, a estimativa é que se chegue próximo de 15 milhões de toneladas. Isso se o coronavírus der um tempo na China, grande compradora de grãos brasileiros.

 

RG 15 / O Impacto

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui