Nova etapa da operação Amazônia Viva flagrou 1.375 hectares de devastação em Novo Progresso

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Um dos acampamentos destruídos pelos policiais e fiscais da Semas, na operação desta terça-feira (23) (Semas)
Em Novo Progresso, sudoeste paraense, a Força Estadual de Combate ao Desmatamento no Estado do Pará flagrou 1.375 hectares de floresta devastada. Isso equivale a cerca de 1,2 mil campos de futebol, pela medida padrão de 1,08 hectares. Foi mais uma etapa da operação Amazônia Viva, deflagrada nesta terça-feira (23). Dois acampamentos, usados como ponto de apoio para o desmatamento ilegal, foram localizados e destruídos.

A área desmatada foi embargada. Dessa vez, não houve prisões ou apreensão de materiais.Para chegar a essa área, a força tarefa — composta pela Polícia Civil, Polícia Militar e Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) — percorreu quase 220 quilômetros de estradas de difícil acesso. Os pontos já haviam sido mapeados. “Fomos a três áreas e percebemos que as localidades estão sendo desmatadas para serem queimadas.

O terreno deve ser utilizado para criação de pasto. No último local, a equipe ouviu o barulho de motosserras, mas quando nos aproximamos os desmatadores fugiram do local”, relatou o fiscal Elves Barreto, da Semas.A operação Amazônia Viva foi deflagrada em junho, simultaneamente, em quatro pontos do território paraense. O objetivo é combater crimes ambientais, como desmatamento ilegal e queimadas nos municípios de Uruará, Medicilândia, Brasil Novo, Placas, Itaituba, Trairão, Novo Progresso, Altamira (no distrito de Castelo dos Sonhos) e São Félix do Xingu. Várias áreas desmatadas ilegalmente já foram embargadas, multas aplicadas e ferramentas e maquinários apreendidos.
Num dos acampamentos, os policiais e fiscais da força tarefa ouviram sons de motosserra, mas não conseguiram apreender o equipamento ou autuar os usuáriosNum dos acampamentos, os policiais e fiscais da força tarefa ouviram sons de motosserra, mas não conseguiram apreender o equipamento ou autuar os usuários (Semas)Rayrton Carneiro, diretor de Fiscalização da Semas, ressaltou que o planejamento das ações é direcionado para “coibir a derrubada ilegal da floresta nas cidades com índices elevados de desmatamento, e, dessa forma, diminuir também o quantitativo de queimadas no próximo semestre”. Esse trabalho tem um caráter preventivo em relação ao clima. A temporada de menos chuvas se aproxima. Pode ser difícil conter o fogo no clima mais seco. Nem mesmo os desmatadores podem controlar.Instituída pelo Governo do Pará, por meio do Decreto 551/2020, de 17 de fevereiro, a Força Estadual de Combate ao Desmatamento é coordenada pela Semas, com a participação da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar, Defesa Civil, Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves” e Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio).

Fonte: Jornal Folha do Progresso

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