Muita chuva e prejuizos em Belém

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Após um dia sem chuva, a terça-feira foi de muito toró em Belém. Motoristas tiveram prejuízos, pedestres e ciclistas se arriscaram na água e quem enfrentou o trânsito sofreu com congestionamentos por toda a cidade

A chuva que caiu na tarde de ontem castigou a capital paraense, deixando diversos pontos da cidade submersos. Além dos alagamentos, pelo menos quatro árvores caíram em decorrência do temporal, em bairros distintos. No final da tarde, entre 17h e 18h, com a chuva ainda fina, o cenário era de caos pelas ruas. Na avenida Almirante Barroso, as paradas de ônibus estavam lotadas e o trânsito completamente congestionado.

Wagner Santana/Diário do Pará

Desde o início da tarde, a avenida João Paulo II, no bairro Curió-Utinga, foi mais uma vez para o fundo, deixando a população ilhada, já que várias vias transversais na área também alagam. Houve motoristas que tentaram atravessar a rua alagada e acabaram causando falhas mecânicas nos veículos.

Os bairros da Condor e Cremação também foram castigados com os alagamentos. Boa parte da avenida Alcindo Cacela, entre as passagens Orquídea e Bugari, na Condor, ficou submersa. Os veículos que passavam levavam a água para cima das calçadas das casas. Outros condutores desistiam de seguir por ali ao observarem a situação. Morador daquela área há mais de dez anos, o representante comercial Diego Mendonça, 35, já levantou o piso da casa. Mesmo assim há ocasiões em que o volume de água é tão grande que acaba invadindo a residência. “Toda vez que chove alaga muito. Na hora da chuva forte fica ainda pior. Esse problema nunca foi resolvido e fica um transtorno.
Não passa nada”, criticou.

Wagner Santana/Diário do Pará

 

Na Cremação, moradores já avistaram até sofá boiando na travessa Padre Eutíquio, próximo à seccional do bairro. Proprietário de uma vidraçaria situada em um dos pontos críticos de alagamento, Francisco Silva, 45, lamentou pelo prejuízo que enfrenta nesta época do ano. A água impede a passagem de veículos pelo local, além de obstruir a entrada de clientes no estabelecimento. “O povo joga lixo e o pessoal que mora aqui viu até sofá boiando. Para tudo quando chove assim e prejudica o movimento”, afirmou. No mesmo bairro, a travessa Quintino Bocaiuvas com a Pariquis também ficou alagada.

 | Wagner Santana/Diário do Pará
Fonte: Diário do Pará