Universidades não alcançam nota máxima no Estado

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Nenhuma das 35 instituições de ensino superior do Estado do Pará avaliadas no ano passado conseguiu atingir o conceito máximo do Índice Geral de Cursos (IGC), segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão subordinado ao Ministério da Educação (MEC). Por outro lado, cinco faculdades ficaram com conceitos abaixo do limite de qualidade estabelecido pelo Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior (Sinaes).

O IGC, assim como os demais indicadores do Sinaes, classifica as instituições, cursos e estudantes universitários em uma escala de 1 a 5, sendo que a nota máxima é 5 e as notas 1 e 2 são consideradas “insuficientes”. Em todo o País, de 2.058 instituições públicas e particulares avaliadas, apenas 42, (2%) obtiveram a nota máxima, IGC 5. A maioria se encontra na faixa 3 – 1.306 instituições – e 438 estão com nota 4. Do total, 263 instituições foram classificadas nas faixas 1 e 2. Sete instituições (20%) alcançaram a faixa dos 4 pontos.

Os melhores desempenhos do Estado foram anotados em três instituições da rede pública – Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), Universidade Federal do Oeste do Pará (Unifopa) e Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) – e três da rede privada sem fins lucrativos – Centro Universitário do Estado do Pará (Cesupa), Faculdade Integrada Brasil Amazônia (Fibra) e Faculdade Metropolitana da Amazônia (Famaz). A maioria das instituições de ensino superior avaliadas no Pará (65,7%) alcançaram conceito igual a 3 pontos. Na lista destas 23 instituições aparecem, por exemplo, a Universidade da Amazônia (Unama), a Escola Superior da Amazônia (Esamaz), a Faculdade Estácio de Belém (Estácio Belém) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA).

O índice é divulgado anualmente, mas é composto pela média de outros indicadores aplicados nos três anos anteriores. Comparando com o último ciclo trienal, o Estado manteve tanto o número de instituições com nota 4 quanto o número delas que tem conceito 2. Na avaliação anterior, das 35 instituições analisadas, apenas sete alcançaram nota 4; 23 conceito 3; e cinco com índice de dois pontos. No último grupo, com IGC na faixa dos 2 pontos, estão a Faculdade de Belém (Fabel); a Faculdade da Amazônia (FAAM), em Ananindeua; a Faculdade Pan Americana (FPA), em Capanema; a Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Marabá (FACIMAB); e a Faculdade de Ciências Humanas e Sociais do Xingu e Amazônia (FACX), em Altamira. Estas faculdades estarão proibidas de abrir novas vagas e fechar contratos com o programas do Governo Federal, como o Fundo de Financiamento de Estudantil (Fies) e o Programa Universidade para Todos (Prouni).

Fonte: ORM/MEC