Pelo quarto dia, BR-163 segue interditada em protesto de garimpeiros

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Pelo quarto dia, BR-163 segue interditada em protesto de garimpeiros

PRF reforça segurança no local, com apoio da Polícia Militar

Caio Oliveira

Nesta quinta-feira (12), o bloqueio na rodovia BR-163 chegou foi o quarto dia consecutivo, com garimpeiros e demais pessoas ligadas à atividade mantendo o trecho, que fica no município de Itaituba, interditado. Os manifestantes, incitados por garimpeiros, protestam contra a fiscalização ambiental, exigindo a suspensão das atividades de entidades como Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Força Nacional de Segurança Pública.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), que acompanha tudo desde que o bloqueio foi instalado na manhã de segunda-feira (09), a amplitude do engarrafamento muda tempo inteiro, com um pico de 40 Km de congestionamento, com carros de passeio, ônibus, carretas e caminhões enfileirados à espera da liberação do tráfego, que agora está ocorrendo a cada 12 horas, após os manifestantes decidirem por intensificar o protesto. A última liberação de fluxo havia sido às 7 da manhã desta quinta-feira (12).

A PRF informou que já enviou reforço de policiais para o local para que, juntamente com a ajuda da Polícia Militar, possam garantir a segurança das pessoas e preservar os bens materiais de quem se vê preso na interdição. A liberação de veículos ocorre de maneira inopinada, ou seja, sem um tempo exato de duração e de forma aleatória, de acordo com o rumo das negociações dos policias com as lideranças do movimento

As exigências continuam as mesmas: interrompimento das ações dos órgãos ambientais, que destroem os maquinários de garimpos considerados ilegais; uma audiência com o Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Sales; e a legalização simplificada das áreas de mineração, possibilitando que os pequenos garimpeiros desenvolvam legalmente suas atividades. “As tratativas relacionadas com as reivindicações estão sendo realizadas pelas autoridades competentes. A PRF não tem como, nesse momento, informar se serão atendidas ou não”, disse a Polícia Rodoviária Federal.