Blairo Maggi critica postura comercial de Bolsonaro com árabes e China

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O Ex-ministro da Agricultura, Blairo Maggi, alertou que a possibilidade de rompimento de acordos comerciais pelo presidente, Jair Bolsonaro, junto a países árabes e a China prejudicando o agronegócio brasileiro.
Sem mencionar diretamente o nome presidente, Jair Bolsonaro, ou seu ministro da Economia, Paulo Guedes, o ex-ministro disse que se trata de um “ponto de atenção” e que o diálogo com outros países a nível econômico é necessário.
“Não temos essa questão de geopolítica, essa vontade de ser o líder do mundo. Não temos condições de ser o líder do mundo, então porque vamos fazer enfrentamentos nessa ordem?”, disse Blairo Maggi.
Destacando o cenário brasileiro que 50% das exportações brasileiras de frango, por exemplo, dependem do Oriente Médio, que é o comprador do país, alertou que diferenças de posições ideológicas não podem e não devem interferir no comércio internacional.
“Você perder isso, você criar um ambiente ruim de negócios, significa problemas para nossas empresas, e que vai bater por último lá no campo, nos nossos produtores, então acho muito complicado isso”, criticou.
Bolsonaro afirmou diversas vezes a transferência da embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, além de criticar a China. Ambos os países alertaram que os riscos de criar instabilidade diplomática iriam afetar no campo dos negócios bilaterais.
Nessa linha, Maggi disse que conversou com a  ministra da pasta, Tereza Cristina, sugerindo a ela que viaje a estes países para transmitir confiança em manter as exportações.
“Tem que transmitir a eles que Brasil os quer como nossos parceiros, que somos confiáveis, nós não ficamos disputando hegemonia mundial da economia, da política, de território, de nada”, explicou.
“O Brasil é um país que deve seguir o seu ritmo, se transformando no maior produtor agrícola do mundo, de pecuária e que deve garantir a qualidade dessas mercadorias e a frequência dessas mercadorias”, acrecentou.
Ainda, o ex-ministro lembrou que o balanço do ano em exportações do agronegócio devem ultrapassar a barreira dos US$ 100 bilhões, o que será inédito.