Polícia trabalha com hipótese de vingança no caso de paisagista espancada

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Elaine deu entrevista ao lado de Adriana Belém. E pediu que a justiça seja feita - Crédito: Pedro Teixeira

Depois de ouvir, nessa segunda-feira (25), o depoimento da paisagista Elaine Peres Caparroz, 55, a delegada Adriana Belém, titular da 16ª DP (Barra da Tijuca), disse não ter dúvidas de que o lutador de jiu-jítsu Vinícius Batista Serra, 27, planejou matá-la e que não descarta uma possível vingança. Ele a espancou por quatro horas na madrugada do último dia 17, e, preso em flagrante, foi indiciado por tentativa de feminicídio.

“Ele premeditou o crime. Solicitou amizade pelo Instagram após Elaine postar uma foto do filho (o também lutador de jiu-jítsu Rayron Gracie), e conquistou sua confiança”, disse a delegada.

Em seu depoimento, Elaine lembrou que, no encontro, recebeu um telefonema do filho, que mora nos Estados Unidos. Vinícius lhe fez perguntas sobre Rayron; quis saber se eram próximos. Adriana Belém, que enviou ontem o inquérito à Justiça, disse que nada impede a polícia de apurar a possibilidade de o crime ter sido motivado por vingança.

“A Justiça pode nos devolver o inquérito para que investiguemos se foi uma vingança envolvendo o filho de Elaine. Vinícius forçava todo o tempo para encontrá-la na casa dela. Esse rapaz tem que ficar na cadeia, é nocivo para a sociedade”, afirmou a delegada.

Agressou passou apenas uma noite na prisão

Após deixar a delegacia da Barra, Vinícius só passou uma noite numa cela. Na última quarta-feira, ele foi transferido do Complexo Penitenciário de Gericinó para um hospital prisional, a fim de fazer exames de sanidade mental. Internado desde então, desfruta de um espaço maior.

Vinícius está em um ambulatório protegido por grades nas janelas e portas. Há, no local, um número de internos bem menor que o das celas em Gericinó. De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária, os exames requisitados pela Justiça ainda não ficaram prontos. Segundo o órgão, a demora para a conclusão é normal, por conta das constatantes avaliações médicas.

A decisão de transferir Vinícius foi tomada após a Defensoria Pública apresentar declarações médicas de 2016, alegando que ele tem problemas mentais. A delegada Adriana Belém não acredita que ele teve um surto psicótico.

 

Fonte: Roma News