Dólar fecha em queda nesta sexta com maior apetite por risco no exterior

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Moeda norte-americana caiu 0,57%, a R$ 3,7407; na semana, no entanto, subiu 1,03%.

dólar — Foto: Reuters

O dólar fechou em queda nesta sexta-feira (22), acompanhando a maior procura pelo risco no exterior alimentada por otimismo ligado às negociações comerciais entre Estados Unidos e China, destacou a Reuters.

A moeda norte-americana recuou 0,57%, vendida a R$ 3,7407.

Na semana, o dólar acumulou alta de 1,03%. No ano, no entanto, recua 3,45%

“A leitura é de que estamos acompanhando o movimento externo puramente, não há nenhum otimismo local, não vimos nenhuma novidade e nenhum avanço no que diz respeito à Previdência”, afirmou à Reuters o operador da corretora H. Commcor, Cleber Alessie Machado.

Sem notícias ligadas à reforma, o mercado terminou a semana olhando para o exterior. Na quinta-feira, a Casa Branca informou que o presidente norte-americano, Donald Trump, irá se reunir com o vice-premiê chinês, Liu He, nesta sexta-feira.

Na quinta-feira, os dois países discutiram as questões mais difíceis das negociações, depois de começarem a delinear um acordo sobre questões estruturais.

Trump já demonstrou disposição em prorrogar o prazo de 1º de março para aumento das tarifas dos EUA caso os países tenham feito avanços suficientes. O otimismo com a disputa comercial prevalece acima de dados divulgados neste final da semana na Ásia e na zona do euro sugerindo deterioração na economia global.

Cenário local

No que diz respeito à Previdência, investidores entraram em compasso de espera após pregões de volatilidade, depois que o governo apresentou o texto entregue ao Congresso na quarta-feira.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse que o governo ainda não tem os votos necessários para aprovar a reforma, mas que há um sentimento favorável na Casa, acrescentando que a matéria pode ser votada ainda no primeiro semestre.

Se por um lado há ânimo no mercado pelo teor do texto, “duro” em termos fiscais, por outro há preocupação ligada à capacidade de articulação política do governo, crucial para reunir os votos necessários.

“Já recebemos um texto animador, o mercado gostou, obviamente. Agora vai ter que ver quanto desse texto terá que ser diluído e desidratado para conseguir essa aprovação”, ponderou à Reuters Alessie Machado.

O BC vendeu 10,33 mil swaps cambiais tradicionais, equivalente à venda futura de dólares. Assim rolou US$ 8,264 bilhões dos US$ 9,811 bilhões que vencem em março.

Fonte: G1