Fim da linha para os chefões do PCC

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Vinte e dois dos principais líderes da facção Primeiro Comando da Capital foram transferidos para presídios federais, onde ficarão sob vigilância estrita e privados do controle de suas operações. Foi uma iniciativa histórica contra a maior, mais poderosa e violenta organização criminosa do País.

A operação é o ponto culminante de investigações que, desde março de 2017, envolveram o Ministério Público, a Polícia Civil e a Secretaria de Administração Penitenciária paulistas.

O juiz Paulo Sorci, da 5ª Vara de Execuções Criminais, escreveu na decisão que determinou as transferências que “o enfrentamento do crime organizado é política de Estado”. Ou seja, precisa ser algo estruturado, não dependente dos humores dos governantes. É o que se espera diante de uma organização criminosa criada em 1993 e que hoje reúne mais de 30 mil integrantes dentro e fora das cadeias, segundo estimativa do Ministério Público.

Desde que foi preso pela primeira vez aos 18 anos, por bater carteiras no bairro do Cambuci, em São Paulo, Marcola só esteve em liberdade durante 18 meses nos últimos 33 anos. Condenado a 330 anos de prisão, ainda não cumpriu nem 10% de sua pena. Que agora esteja também impossibilitado de comandar o crime dentro da prisão, é o mínimo que a sociedade brasileira pode esperar.

Fonte: Roma News