Deputado pede inspeção na Transamazônica

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Uma mega inspeção na Transamazônica, a BR-230, foi solicitada ao governador Hélder Barbalho pelo 1º secretário da Alepa, deputado Eraldo Pimenta, nesta quarta-feira (13.02), por meio de moção subscrita pelo deputado Ozório Juvenil.  A ideia dos parlamentares é levar uma comitiva de técnicos do Governo do Estado para inspecionar e elaborar o projeto de estruturação da super rodovia no trecho paraense. E, depois, enviar a projeto ao Governo Federal, propondo sua execução com a contrapartida do Estado.

A Transamazônica possui 4.223 quilômetros, estando um terço de sua extensão em território paraense. Apesar de ser um dos maiores e principais corredores da produção no Brasil, suas condições de trafegabilidade são muito precárias, com infindáveis riscos de acidentes, entre outros. “A Rodovia BR-230 se encontra em situação de abandono tanto no leito de rolamento quanto em pontes, vicinais e travessões. Registrando maior perigo, agora, no período invernoso: com lamaçal, crateras, pontes de madeira quebradas e engarrafamentos, que causam desconforto e sofrimento aos moradores da região e aos trabalhadores que dela precisam,” relata Eraldo Pimenta.

De acordo com o 1º secretário da Alepa, a comitiva deve iniciar a visita no trecho do município de Novo Repartimento até o município de Jacareacanga, limite com o Estado do Amazonas; bem com a rodovia BR-163, no trecho entre Santarém até o limite do Estado do Pará com o Estado de Mato Grosso, no município de Novo Progresso.

Hoje a região é grande produtora de grãos, carne, madeira, ocupando posição de destaque no cultivo e produção de cacau.  Em 2016, o Pará produziu 117 mil toneladas de cacau, superando a produção da Bahia, até então o maior produtor nacional.  “Medicilândia, Uruará e Placas são os maiores produtores do cacau no Pará, que hoje é um expoente em produtividade em área plantada e o maior polo produtor do mundo, gerando com isso, emprego e renda e estímulo ao agronegócio”, enfatiza Eraldo Pimenta.

Histórico – A Transamazônica foi inaugurada em agosto de 1972, com o caráter estratégico de servir para integralizar o território nacional. Seu processo de colonização contou com grandes contingentes de colonos maranhenses, gaúchos, catarinenses, paranaenses, goianos, mineiros, capixabas, paulista etc. Calcula-se que aproximadamente 6, 5 mil famílias de agricultores ocuparam solos férteis, inclusive faixas de terras roxas, propícias ao cultivo de espécies agrícolas consideradas nobres, como cacau, café, algodão, pimenta-do-reino e cana de açúcar. Os grandes frutos da ocupação dessas áreas foram os surgimentos de povoados e cidades como Novo Repartimento, Pacajá, Anapu, Brasil Novo, Medicilândia, Uruará, Placas, Rurópolis etc.

Fonte: ALEPA