Militares israelenses deixam o Brasil hoje após apoio em resgates

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Militares israelenses deixam os trabalhos de resgate nesta quinta-feira. Até agora, 99 corpos foram encontrados e 259 pessoas seguem desaparecidas. Tragédia foi provocada pelo rompimento de barragem da Vale em Minas Gerais.

Foram retomadas por volta das 4h desta quinta-feira (31) as buscas por vítimas do rompimento de uma barragem da mineradora Vale em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG). Até o fim da tarde de quarta, 99 corpos foram resgatados e 259 pessoas continuavam desaparecidas, segundo a Defesa Civil.

Dos 99 mortos confirmados até agora, 67 foram identificados. O número de pessoas desalojadas subiu de 135 para 175, segundo o governo de Minas Gerais.

Nesta manhã, o governo de Minas Gerais informou que a água do Rio Paraopeba, atingida pelos rejeitos, oferece risco à saúde, e orientou a população a manter uma distância de 100 metros da margem. A nota não detalha qual é o risco.

As buscas serão concentradas no refeitório da Vale e na área da pousada, segundo informações do Corpo de Bombeiros. Nesta fase das buscas um balão é usado para ajudar a monitorar a área atingida pela lama.

Números da tragédia

  • 99 mortos confirmados – 67 identificados
  • 259 desaparecidos
  • 192 resgatados
  • 393 localizados

Local da tragédia é visto do GloboCop na manhã desta quinta — Foto: Reprodução

A barragem de rejeitos, que ficava na mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, se rompeu na sexta-feira (25). O mar de lama varreu a comunidade local e parte do centro administrativo e do refeitório da Vale. Entre as vítimas, estão pessoas que moravam no entorno e funcionários da mineradora. A vegetação e rios foram atingidos.

Nesta quinta-feira, os israelenses que reforçavam o trabalho dos bombeiros brasileiros deixaram os trabalhos de resgate. O grupo chegou no domingo (27), com 16 toneladas de equipamentos. Reforços de outros estados devem chegar para ajudar nas buscas.

Israelenses foram homenageados na manhã desta quinta-feira (31) em Brumadinho — Foto: David Atar, embaixada de Israel

Também nesta quinta, técnicos da Vale devem terminar a barreira de contenção no rio Paraopeba para evitar o avanço da lama.

Bombeiros passaram a usar máscaras para conseguir suportar o mau cheiro dos corpos em decomposição. De acordo com a assessoria de comunicação dos bombeiros, as máscaras de proteção têm dupla função: evitar a inalação de resíduos tóxicos e dos equipamentos que os bombeiros usam nas buscas e, também, que os soldados sintam o mau cheiro tão intensamente.

As famílias de vítimas da tragédia vão receber R$ 100 mil da Vale, independentemente de eventuais indenizações. O dinheiro deve estar disponível nos próximos três dias. As famílias que têm direito à doação devem ir a um dos postos de atendimento criados pela Vale, a Estação de Conhecimento e o Centro Comunitário de Feijão, a partir das 14h desta quinta.

Raio-X da cidade de Brumadinho — Foto: Karina Almeida/G1

Detalhes sobre as barragens da Vale no Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG)  — Foto: Juliane Souza/G1

Caminho da lama: veja por onde passaram os rejeitos da barragem rompida em Brumadinho (MG)  — Foto: Betta Jaworski e Alexandre Mauro/G1

Como funcionam as barragens de mineração — Foto: Karina Almeida e Alexandre Mauro/G1

Fonte: G1