Só 3% das barragens brasileiras são vistoriadas anualmente pelo governo brasileiro

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Poucas barragens de rejeitos de minérios são vistoriadas - Crédito: Reprodução

Relatório da Agência Nacional de Águas (ANA) aponta, que somente 3% das barragens que existem no Brasil e que são cadastradas são vistoriadas, anualmente. Esses dados assustam porque existem 45 barragens consideradas com risco de rompimento. Destas duas são barragens de rejeitos de minérios, localizadas no Estado do Pará. Porém, a agência não especifica quais municípios estão localizadas.

Os dados consideram informações repassadas pelos órgãos estaduais de todo o Brasil e se referem ao ano de 2017. Neste ano, existiam 24 mil barragens cadastradas em todo o Brasil. Mas, esse número geral se refere a todo tipo de barragem, de água, represas hidrelétricas, mas também de rejeitos da indústrial mineral.

Destas 24 mil barragens cadastradas, somente 14 mil, são consideradas regularizadas pela ANA. Ou seja, apenas 58% têm licença para funcionamento. Destas 723 são consideradas, segundo o relatório da ANA, de alto risco. 45 delas são consideradas em situação de alerta, com algum problema de manutenção.

Das 45 barragens mais problemáticas, aponta o relatório, 25 pertencem a órgãos e entidades públicas. O documento foi divulgado no dia 19 de novembro de 2018.

Das 24.092 barragens registradas na ANA 3.545 foram classificadas como Categoria de Risco (CRI) e 5.459 quanto ao Dano Potencial Associado (DPA). Das barragens cadastradas, 723, o equivalente a 13%, foram classificadas simultaneamente como de CRI e DPA altos.

A ANA informou que foram aplicados R$ 34 milhões, em 2017 para serviços de operação, manutenção e recuperação de barragens. Em 2016, foram investidos R$ 12 milhões.

Fonte: Roma News