Vice-prefeito é acusado de ameaçar de morte Líder sindical em Novo Progresso –

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Reconhecida como sucessora do sindicalista Alenquer assassinado em Castelo de Sonhos, Maria Márcia E. de Melo (Foto), que é presidente da Associação dos Produtores e Produtoras Rurais Nova Vitoria (APRNV) do Assentamento Terra Nossa, teme pela vida no assentamento.

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) alerta: ameaças de morte ainda são mantidas contra 41 lideranças no campo no Estado, incluindo 17 trabalhadoras e trabalhadores apenas nos municípios da Diocese de Santarém e Prelazia de Itaituba, no oeste do Pará.

Novo Caso

Márcia procurou o MPF [Ministério Publico Federal] em Santarém e denunciou a morte do sindicalista Alenquer assassinado em Castelo de Sonhos [Aluisio Sampaio, conhecido como Alenquer, foi assassinado em 11 de outubro, na sua casa em Castelo de Sonhos, município de Altamira (Pará)]- para ela os assassinos de Alenquer são pessoas envolvidas no PDS Terra Nossa.

Denuncia

“Já fui ameaçada pelo  vice prefeito Gelson Dill, Seu Dico (Sintraf) e o Rogério Funcionário da Prefeitura são as pessoas que me perseguem no assentamento e se eu morrer eles são os culpados. Segundo a denuncia ameaça vem pelo envolvimento dos três em comercio ilegal de terras no assentamento, em defesa dos fazendeiros eles detém áreas de terras e se aproveitam do cargo que ocupam para ameaçar e beneficiar pessoas ligadas a eles, segundo Márcia já venderam áreas, e muita gente morreu em torno disto, a policia não desvenda os crimes. Esta semana a Policia Militar estava dentro do assentamento me procurando, a informação que o Gelson Dill vice-prefeiito mandou me prender, eu estava justamente em Santarém denunciando eles, repassou ao Jornal Folha do Progresso.

“Eu procurei os direitos Humanos, MPF e o Incra agora eles já sabem de tudo que se passa no Assentamento”. Márcia tem convicção que o Sindicalista “Alenquer” e outras pessoas [não citou nomes] foram assassinadas por interesse das terras do assentamento Terra Nossa, A Policia de Castelo de Sonhos investiga o caso. No assentamento tem assentados desaparecidos, sai de casa para trabalhar e nunca mais apareceram, isto tem alguém por trás,denunciou Márcia. Eu tenho medo de morrer também!

Eu não culpo os fazendeiros pela situação das terras cedidas para o assentamento (PDS-Terra Nossa), o culpado é o INCRA que colocou nos nesta situação, então vamos legalizar os , mais de 300 assentados e dar titulou para os fazendeiros poderem trabalhar também , este nosso pensamento,disse. Quem esta na posse das terras há muitos anos tem que ser respeitado ,concluiu Márcia.

Esta semana Marcia esteve em Santarém e denunciou em agravo a ameaça de morte que recebeu – o caso agora esta nas mãos do MPF e direitos Humanos.

Outro Lado

O vice Prefeito de Novo Progresso repassou ao Jornal Folha do Progresso que a questão de ameaças e outras desavenças com a presidente da Associação dos Produtores e Produtoras Rurais Nova Vitoria (APRNV) do Assentamento Terra Nossa, serão redimidas no Fórum de Novo Progresso , ele mesmo registrou um BO (Boletim de Ocorrência ) contra Márcia, que a conheceu em uma reunião onde estava como prefeito em exercício no Assentamento em conjunto com o INCRA.

Dico (Sintraf)

Procurado pelo Jornal Folha do Progresso informou que registrou Bo (Boletim ocorrência ) contra a pessoa da Associação dos Produtores e Produtoras Rurais Nova Vitoria (APRNV) do Assentamento Terra Nossa, que tudo não passa de uma leviandade e inverdade.

Rogerio

Rogério ocupa cargo função de confiança na Prefeitura Municipal de Novo Progresso é responsável pela questão agrária do Municipio, ele não foi encontrado até fechamento desta edição.

Fonte: Jornal Folha do Progresso