Nomeação de Moro esvazia chance de Doria ser o candidato de Bolsonaro em 2022

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A indicação do juiz muda a geografia política já que ele passa a ser o nome de destaque do futuro governo.

A nomeação de Sergio Moro para o Ministério da Justiça esvaziou a possibilidade de João Doria (PSDB-SP) se transformar no candidato de Jair Bolsonaro a presidente em 2022.

João Doria ao lado da sua mulher, Bia, e do juiz Sergio Moro com a mulher, Rosangela, durante um evento em Nova York – Reprodução/jdoriajr/Instagram

A ideia era considerada por alguns integrantes do núcleo mais próximo do presidente eleito —ele sempre repete que não será candidato à reeleição caso o Congresso aprove uma reforma política que acabe com a existência de um segundo mandato.

FILA 3

Por ela, se Doria fosse “leal” a Bolsonaro e fizesse um mandato popular em São Paulo, os dois poderiam se juntar em 2022.

NA POLE

A indicação de Moro muda a geografia política já que ele passa a ser o nome de maior destaque do futuro governo. E pode se viabilizar para 2022.

MINHA CASA

A Corregedoria Nacional de Justiça arquivou a ação que Nora Rabello, herdeira do Banco Rural, moveu contra a juíza Andrea Schwarz de Senna Moreira, do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia.

RECLAMO

Ela fez uma reclamação disciplinar contra a magistrada, que decidiu alienar um imóvel de Rabello em Arraial D’Ajuda (BA) por conta de uma dívida trabalhista de R$ 5,6 mil.

CASA 2

Segundo Rabello, o imóvel valia R$ 20 milhões, mas foi leiloado por R$ 600 mil. Quem comprou a casa foi Aluyr Tassizo Carletto Neto, filho do deputado federal Ronaldo Carletto (PP-BA).

CASA 3

Rabello diz que o intuito do processo era expropria-la da sua residência, que a juíza tem “grande amizade” com o parlamentar e que houve conluio para que ele fosse favorecido no leilão.

É MEU

A coluna procurou o deputado. Quem retornou foi o seu filho. Ele afirma que a aquisição do imóvel não tem relação alguma com seu pai. “As acusações da senhora Nora Rabello, com afirmações completamente caluniosas, são totalmente inverídicas”, diz.

“Tanto é assim que há mais de dois anos ela tenta anular o leilão, sem êxito.”


Fonte: Folha