Taxa extra na conta de luz continua, mas fica menor: R$ 1 a cada 100 kWh

0
285

Taxa extra na conta de luz continua, mas fica menor: R$ 1 a cada 100 kWh - Crédito: Divulgação

Taxa extra na conta de luz continua, mas fica menor: R$ 1 a cada 100 kWh

O bolso dos brasileiros terá um alívio com a conta de luz em novembro. A partir do dia 1º, haverá uma sobretaxa menor. Naquela data, passará a vigorar a bandeira tarifária amarela, o que significa uma cobrança extra de R$ 1 a cada 100 kWh (quilowatts-hora) consumidos. Atualmente está em vigor a bandeira tarifária vermelha nível 2, o nível mais alto para as cobranças adicionais: são R$ 5 a cada 100 kWh consumidos. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (26) pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Segundo a Aneel, a bandeira foi alterada devido à chegada da estação chuvosa, o que deve contribuir para aumentar o nível dos reservatórios das hidrelétricas no país.

“Apesar de os reservatórios ainda apresentarem níveis reduzidos, com o início da estação chuvosa houve queda significativa do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) e a expectativa é a de que haja elevação gradual no nível de produção de energia pelas usinas hidrelétricas, possibilitando uma recuperação do fator de risco hidrológico (GSF)”, disse à agência.

O GSF e o PLD são as duas variáveis que determinam a cor da bandeira a ser acionada em cada mês.

Bandeiras indicam cobrança extra.

O sistema tarifário aumenta o custo em momentos de escassez de energia, quando podem ser acionadas bandeiras amarela, vermelha 1 (rosa) ou vermelha 2.

De janeiro a abril, vigorou no país a bandeira verde, que não tem cobrança de taxa extra na conta de luz. Em maio, foi acionada a bandeira amarela, com cobrança adicional de R$ 1 a cada 100 kWh. Em junho, a taxa extra subiu para R$ 5 a cada 100 kWh com o acionamento da bandeira vermelha 2, que foi mantida até outubro.

Pouca chuva, conta mais cara.

Quando há pouca chuva, o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas cai, o que diminui a produção de energia. Para compensar essa queda, o governo manda acionar usinas termelétricas, a carvão, que são mais caras. Isso acontece no país desde 2013. Da mesma forma, quando há mais chuvas o governo desliga as termoelétricas, e o custo da geração de energia cai.

Para não ter de arcar com esses custos sozinho, o governo criou o sistema de bandeiras tarifárias, uma cobrança extra na conta de luz para bancar o funcionamento das termoelétricas. O sistema começou a valer em janeiro de 2015.

Apesar do modelo de bandeiras tarifárias, a Aneel pede que os consumidores façam o uso eficiente de energia elétrica e combatam os desperdícios em qualquer época do ano.

Fonte: Roma News