Candidatos destinam 1,6% dos gastos da eleição de 2018 para anúncio online, aponta balanço parcial

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Até 8 de setembro, candidatos investiram R$ 17 milhões em impulsionamento de conteúdo nas redes, propaganda liberada pela primeira vez nesta eleição. Facebook fica com a maior parte do valor.

Candidatos destinam 1,6% dos gastos da eleição de 2018 para anúncio online, aponta balanço parcial

Os anúncios online, liberados pela primeira vez na eleição de 2018, respondem por 1,6% de gastos declarados pelos candidatos na primeira parte da campanha eleitoral. Do pouco mais de R$ 1 bilhão em despesas registradas até 8 de setembro, R$ 17 milhões foram destinados ao que é chamado de impulsionamento de conteúdo. Entre 29 mil postulantes a algum cargo, 2.109 fizeram uso desses tipo de propaganda (veja a lista total de gastos mais abaixo).

Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Foi levado em conta os gastos realizados até 8 de setembro, pois essa era a data-limite estabelecida pela Corte para que todos os candidatos apresentassem suas candidaturas.

Foram descontadas as doações a outros candidatos e partidos, para evitar a duplicidade de contagem, e os gastos diretos dos partidos – 96% deles foram transferências a outros postulantes ou agremiações.

O Facebook recebeu ao menos R$ 10,7 milhões, ou 60% do total pago por anúncios online. A empresa também é dona do Instagram.

Segundo as informações prestadas pelos candidatos ao TSE, a maior parte desse montante (R$ 6,8 milhões) foi paga por meio da Adyen do Brasil, empresa de pagamentos utilizada pela rede social. Outros R$ 3,9 milhões foram pagos diretamente ao Facebook Brasil.

Os posts patrocinados no Facebook estão entre as estratégias dos políticos para chamar a atenção dos eleitores nas redes sociais. Nesse tipo de anúncio, o candidato paga para que o post chegue até um determinado tipo de público. Na timeline, o conteúdo aparece identificado como propaganda eleitoral.

O TSE também considera impulsionamento de conteúdo quando candidatos pagam para aparecer em resultados de buscadores na internet. Na prestação de contas, o Google Brasil está em terceiro, com mais de R$ 943 mil recebidos.

Em quarto, está a PayU Brasil Intermediações de Negócios Ltda, outra empresa de tecnologia de pagamento que presta serviço para o Facebook, com R$ 592,3 mil.

O Facebook confirmou que utiliza o serviço das duas empresas para intermediar o pagamento com clientes que contratam impulsionamento de conteúdo. O G1 fez contato com a Adyen e com a PayU, mas até a última atualização da reportagem nenhuma das intermediadoras havia respondido.

O Google afirmou que não utiliza intermediários para receber pagamentos dos clientes de anúncios.

Lista com os gastos de campanha dos candidatos até 8 de setembro — Foto: Karina Almeida/G1
Fonte: G1