Parlamentares federais do Pará fazem campanhas milionárias para se reelegerem

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Até o dia 9 deste mês de setembro, todos os candidatos a cargos no Executivo ou Legislativo devem prestar contas, parcialmente, dos gastos da campanha eleitoral. O limite de gastos na campanha eleitoral para os candidatos a deputado federal é de R$ 2,5 milhões, instituído pela Justiça Eleitoral.

No Pará, alguns candidatos já alcançaram doação de quase a totalidade do valor autorizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para uso na campanha, a maior parte do Fundo Partidário.

As campanhas mais caras são as de candidatos à reeleição para a Câmara Federal, até o momento.  Três mulheres lideram as campanhas milionárias no Pará:  Elcione Barbalho (MDB), com doações de R$ 2,05 milhões, onde R$ 2 milhões são oriundos do Fundo Partidário e os outros R$ 500 de doação de pessoa física.

Em seguida, vêm as campanhas das deputadas federais Júlia Marinho (PSC),com doações de R$ 2 milhões e Simone Morgado (MDB), R$2 milhões. As três candidatadas integram a mesma coligação O Pará Daqui pra Frente.

O deputado que disputa a reeleição Beto Salame (PP) lidera o ranking dos candidatos do sexo masculino, cujas campanhas são milionárias. Ele já declarou ao TSE que arrecadou mais de R$ 1.4 milhão, até a data de hoje.

José Benito Priante (MDB), também deputado federal, candidato à reeleição, vem em seguida no ranking dos gastos milionários de campanha. Ele declarou ao TSE, que recebeu doações de R$1.5 milhão.

Arnaldo Jordy (PPS), também recebeu recursos milionários para a campanha eleitoral. São R$1.1 milhão, declarados ao TSE, até o momento para usar na campanha de reeleição.

O vereador de Belém, Paulo Eduardo Maestri Bengtson (PTB) vai tentar ocupar a vaga do pai, Josué Bengtson na Câmara Federal. Até agora, sua campanha milionária alcançou doação de R$ 1,1 milhão.

Outra campanha com grandes recursos é a do delegado Eder Mauro (PSD), que tenta a reeleição. Ele declarou arrecadação de R$ 925 mil.

Outros parlamentares com mandado com valores de arrecadação substanciais são: Cássio Andrade (PSB), que declarou recursos de R$ 540 mil; Ana Júlia Carepa (PCdoB) R$ 507 mil; Francisco Alves de Aguiar, o Chapadinha (Podemos) com R$ 500 mil; Beto Faro (PT) R$ 454 mil.

Destes citados, apenas a ex-governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, está sem mandado parlamentar.

Na outra ponta, alguns candidatos sequer declararam arrecadação de recursos. É o caso da dona de casa, Betty Davis da Silva (Patriota) e do ex-deputado estadual, Chico da Pesca (PTC).

Fonte: TSE

Roma News