Suposto suicídio em PE lança alerta em escolas sobre novo desafio na internet

0
435

Polícia investiga se a morte de menino de 9 anos foi jogo da ‘Boneca Momo’ ou acidente

Polícia Civil de Pernambuco investiga se a morte por enforcamento de um menino de nove anos, no Recife, está ligada a um desafio que circula pelo WhatsApp.

A corrente cibernética, que usa a imagem de uma mulher magra com olhos esbugalhados e inspirada numa escultura japonesa, é conhecida como “Boneca Momo”. O caso recifense, ainda sem data para conclusão das investigações, fez com que escolas de diferentes regiões do Brasil disparassem alertas.

Os comunicados encaminhados aos pais de crianças e adolescentes, de maneira geral, apresentam a “Boneca Momo” como uma isca plantada por criminosos para roubar dados pessoais e propor desafios que podem levar à morte. “Orientamos os pais que fiquem atentos e conversem com seus filhos para evitarem maiores problemas”, diz comunicado dos Colégios Maristas.

Segundo especialistas, para evitar casos de suicídio, familiares, amigos e professores devem ficar atentos a sinais de alerta em crianças e adolescentes, como falar sobre querer morrer, procurar formas de se matar, ampliar o uso de álcool e drogas e agir de modo ansioso, agitado ou irresponsável.

Diante de situações como essas, o recomendável é não deixar a pessoa sozinha, ligar para canais de ajuda e levar a pessoa para uma assistência especializada.

O caso sob investigação em Pernambuco ocorreu no último dia 16.

Artur Luis Barros dos Santos, 9, jantava com o pai na sala de casa. A mãe do menino, a professora da rede municipal do Recife Jane Rosária Barros Nascimento, 41, estava com a filha pequena no quarto.

O pai saiu da mesa e, alguns minutos depois, a família encontrou o garoto enforcado no quintal com um fio que há muitos anos servia para segurar uma parreira.

​A criança ainda foi levada com vida a uma unidade de saúde, mas não resistiu.A delegada Thais Galba, responsável pela investigação, diz que o celular e o tablet utilizados pelo menino ainda estão sendo periciados pelo Instituto de Criminalística.