Lixo acumula e revolta moradores em bairro de Belém

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O bairro da Pedreira, em Belém, se tornou um dos que mais sofrem com o acúmulo de lixo e entulhos nas ruas e calçadas, causando desconforto na população e colocando a saúde das pessoas em risco. Moradores reclamam de demora na limpeza e falta de local adequado para o despejo.

Próximo ao encontro da rua Antônio Everdosa e a travessa da Estrella, por exemplo, um amontado de lixo chega a invadir a pista. “É um absurdo. E tá assim há meses. A Prefeitura limpa, mas demora muito. Passa de duas em duas semanas”, critica a dona de casa Elza Silva, 51 anos.

Ela conta, no entanto, que a população fica sem saber o que fazer, pois se os moradores colocam o lixo na frente das casas deles, ninguém coleta. “E se a gente coloca lá, eles falam que vão multar a gente. Então, vamos colocar onde? Não tem local adequado pra isso”, lamenta.

(Foto: Maycon Nunes/Diário do Pará)

Para a estudante Tainara Mendes, 20, que mora próximo ao cruzamento da travessa Timbó com a avenida Visconde de Inhaúma, o mau cheiro é o maior problema. “E ainda fica cheio de urubu, rato, um perigo”, critica. Segundo ela, a situação já dura cerca de quatro anos. São entulhos e lixos de todo tipo, incluindo poltronas, que são largados em cima da ponte do canal e estreitam ainda mais a via, atrapalhando também o trânsito.

LIMPEZA

“Tem muita gente que joga aqui, a limpeza não dura. Não tem nenhum container nem nada por perto e também nunca vi fiscalização”, acrescenta. A situação do acúmulo de lixo se repete na Visconde de Inhaúma com a travessa Barão do Triunfo e esta via com a avenida Pedro Miranda.

RESPOSTA

A Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan) diz que faz a coleta do lixo domiciliar dos locais citados três vezes por semana. Mas afirma que a formação de pontos de descarte irregular de lixo com entulho dificulta a coleta, que precisa ser feita por outra equipe utilizando caçambas e tratores com pá carregadeira. Como essas caçambas não fazem a compactação do lixo, o volume recolhido neste tipo de coleta é menor. Diz ainda que ações de fiscalização e educação ambiental também são realizadas.

(Arthur Medeiros/Diário do Pará)