Setor de autopeças projeta alta de 29% nos investimentos

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Empresas não pretendem aumentar a capacidade de produção; ociosidade está acima do patamar histórico.

mecânico troca disco de freio

As empresas de autopeças deverão investir 29,2% mais em seus negócios neste ano, segundo uma consulta feita pelo Sindipeças (sindicato que representa a indústria) a seus associados.

A estimativa é de um aporte total de R$ 2,39 bilhões —volume ainda bastante inferior ao anterior à crise, em 2013, de R$ 4,53 bilhões, diz Dan Ioschpe, presidente da entidade e também do conselho da fabricante Iochpe-Maxion.

“O investimento será principalmente em melhoria de processos e em automação, porque capacidade produtiva excedente ainda é uma característica do setor”, diz ele.

O sindicato lançará nesta semana um programa para fomentar aportes em eficiência e inovação tecnológica nas companhias.

“A ociosidade da indústria neste momento está entre 30% e 35%. Em geral, o adequado fica em torno de 15% a 10%”, afirma Ioschpe.

 

A previsão é que o setor de autopeças cresça 14,3% em 2018, o que equivaleria a um faturamento nominal de R$ 89,4 bilhões.

“Este ano começou com uma expectativa muito grande de retomada no segmento que, no fim, não se concretizou”, diz Marcelo Sanches, diretor da fabricante Dayco na América do Sul.

A empresa não investirá em aumento de capacidade, apenas em melhorias internas, afirma o executivo.

“Há ainda um crescimento em relação a 2017, mas enquanto esperávamos alta de 10% a 12%, temos hoje uma variação de 3% a 6%.”

Projetos fora da gaveta

O grupo hoteleiro ICH, dono da bandeira Intercity, vai inaugurar duas unidades até o início de 2019, afirma Alexandre Gehlen, sócio-fundador da companhia.

O aporte previsto é de R$ 70 milhões e os recursos são de family offices (estruturas de famílias abastadas para gestão de patrimônio) e investidores que compram cotas pelo sistema de condo-hotel.

Um dos empreendimentos ficará em São Leopoldo (RS) e será aberto até outubro. O outro, em Campina Grande (PB), começará a funcionar em março do ano que vem.

“O plano é ter mais dez hotéis até 2020, o que exigirá um investimento de R$ 350 milhões”, diz Gehlen.

O plano é ter mais dez hotéis até 2020, o que exigirá um investimento de R$ 350 milhões”, diz Gehlen.