Dois casos de sarampo são confirmados no Pará

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O Ministério da Saúde atualizou, nesta quarta-feira (01), os casos de sarampo em todo o país. No Pará, há registro de duas pessoas infectadas com a doença. Os estados do Amazonas e Roraima apresentam um surto da doença, com registro de 742 e 280 casos, respectivamente.

De acordo com o órgão, a doença está relacionada à importação, já que foi comprovado que o genótipo do vírus (D8), que foi identificado, é o mesmo que circula na Venezuela. Também foram registrados 13 casos no Rio Grande do Sul, 14 no Rio de Janeiro e apenas um em São Paulo e Rondônia.

De acordo com a Secretária de Saúde Pública do Pará (Sespa), a partir desta segunda-feira (6), as Unidades Básicas de Saúde localizadas nos 144 municípios paraenses já poderão iniciar mais uma edição da campanha nacional de vacinação contra a poliomielite e sarampo, que vai durar até o dia 31 de agosto. No Pará, o público-alvo da campanha é de aproximadamente 594,5 mil crianças de um ano a menores de cinco anos, independente da situação vacinal.

No dia 18 de agosto, ocorreu o dia D de mobilização nacional quando mais pontos de vacinação, os chamados volantes – situados em igrejas e shoppings, por exemplo – estarão ofertando as doses. A meta é vacinar, pelo menos, 95% das crianças para diminuir a possibilidade de retorno da pólio e reemergência do sarampo, doenças já eliminadas no país.

Segundo dados da Sespa, houve queda na cobertura das doenças. Em 2011, a cobertura contra sarampo atingiu 109,25%, enquanto que em 2017 a porcentagem caiu para 69,90% do público alvo, com as doses de Tríplice Viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba.Já em relação à poliomelite, a cobertura caiu de 101,54% em 2011 para 66,21% no ano passado.

Para atender ao público-alvo de crianças, o órgão federal enviou 1,5 milhão de doses das três vacinas, sendo 41.830 mil doses da Vacina Inativada Poliomielite (VIP), 743.200 mil doses da Vacina Oral Poliomielite (VOP) e 713.500 mil da Tríplice Viral.

Segundo a Sespa, as doses já foram enviadas aos 13 Centros Regionais de Saúde, que fazem a distribuição aos municípios de abrangência para que a aplicação das vacinas seja feita nas Unidades Básicas de Saúde. A orientação é que a campanha seja indiscriminada, ou seja, que se vacine todas as crianças dessa faixa etária no país e para manter coberturas homogêneas de vacinação.

Fonte: folhadoprogresso.com.br