Policia Investiga-Análise preliminar aponta que material coletado em aeronave que fez pouso forçado em Itaituba não é massa encefálica

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Piloto faz pouso forçado após tiroteio dentro de avião em Itaituba, no sudoeste do Pará (Foto: Reprodução)

Segundo o CPC, o material coletado tem características de coágulo sanguíneo. Laudo final sobre a análise do material deve ser divulgado na próxima sexta-feira (6).

Após análises preliminares do Centro de Perícias Científicas (CPC) Renato Chaves, foi constatado que o material coletado no avião em que teria acontecido um suposto duplo homicídio no Pará não é de massa encefálica. Segundo o CPC, o material coletado tem características de coágulo sanguíneo. O laudo final sobre a análise do material deve ser divulgado na próxima sexta-feira (6).

Sete dias após o acidente, a aeronave não foi periciada e continua dentro do Rio Jamanxim, área de garimpo de Itaituba, sudoeste do estado. A Polícia Civil afirmou que a última investida para buscas de vítimas foi na última quarta-feira (4). O órgão informou que nenhum corpo foi encontrado.

O piloto Sérgio Vanderlei Becker relatou à polícia ter feito um pouso forçado no rio, por volta de 17h da última quinta-feira (28), depois de testemunhar um assassinato a bordo e de ter ele próprio matado o assassino durante o voo. Porém, na última terça-feira (3), a polícia informou que, durante o depoimento, o piloto mudou a versão. Na verdade, Sérgio simulou uma pane na aeronave, pousou e deixou o assassino fugir pela mata da área de garimpo.

A polícia investiga para saber qual das duas versões é a verdadeira. Becker, que segundo a Polícia já está na cidade onde mora no Mato Grosso, já foi acusado em 2015 por envolvimento com tráfico internacional de drogas ao ser flagrado transportando de avião com 200 kg de cocaína, também no MT.

Depois de prestar depoimento, o piloto foi liberado na noite de sexta-feira (29). Após avaliar a situação de Sérgio, o delegado da delegacia de Itaituba, João Milhomem, decidiu não autuá-lo em flagrante por falta de evidências, “já que o objeto que o Sérgio possuía era apenas um projétil”.

O piloto Sérgio Vanderlei Becker já respondeu por tráfico internacional de drogas. Em 2015, ele foi flagrado no Mato Grosso pela Polícia Federal transportando 200 kg de cocaína oriundas do Peru ou da Bolívia.

Além do piloto, outras duas pessoas foram detidas. Com elas, foram apreendidos dois aparelhos de rádios transmissores da mesma marca. Um instalado na aeronave e outro na caminhonete, o que, segundo as investigações, indicaria que tais equipamentos foram utilizados visando o contato entre o piloto da aeronave e a suposta chefe da associação criminosa, que acompanhava o piloto fazendo o apoio logístico em terra.

De acordo com a Polícia Civil, “atualmente Sérgio não tem mandado de prisão em aberto”. A PC disse ainda que tráfico internacional de drogas é crime da esfera federal, portanto só apura crimes da esfera estadual.
Por G1 PA, Belém

Fonte: http://www.folhadoprogresso.com.br/policia-investiga-analise-preliminar-aponta-que-material-coletado-em-aeronave-que-fez-pouso-forcado-em-itaituba-nao-e-massa-encefalica/