Tapa-buraco custa caro e não resolve o problema na rodovia BR 163

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O buraco já estava lá quando a empresa “Fratello Engenharia” iniciou os trabalhos, há seis meses. E ainda hoje, aparece, é tapado e reaparece, num círculo sem fim. 

Quem trafega pela rodovia , durante todo esse tempo, pode acompanhar os sucessivos estragos e consertos do asfalto , numa situação que se repete em todo o trecho de 65 km da rodovia de responsabilidade da Fratello.

Desperdício de dinheiro, dizem especialistas, que consideram ineficaz a manutenção das rodovias no estado do Pará.

A operação custa  R$ 21 milhões para tapar buraco no trecho de 65 km  no município de Novo Progresso.

Buracos espalhados pela rodovia, mas o dinheiro não foi suficiente , na tentativa de acabar com os solavancos que sofrem motoristas e passageiros. Mas basta chover e lá estão todos outra vez – alguns novos, outros de sempre. A  ação  do DNIT/PA é paliativa, e resolve o problema apenas por algum tempo. Neste trecho a reportagem do Jornal Folha do Progresso já perdeu  a conta de quantas vezes foi reportado a operação tapa buraco, “é um faz e desfaz contínuo”. Mandam funcionários que fazem sempre um conserto superficial, quando deveria vir alguém mais técnico e especializado para dar um fim nisso. A rodovia  é extremamente movimentada, o que prejudica o pavimento, mas o trabalho é feito de maneira incorreta e o buraco abre outra vez dias ou semanas depois. Jogam dinheiro fora.”
O DNIT informou no inicio da operação que os serviços seriam paliativos devido período de chuva, (Inverno Amazônico), agora os serviços serão realizados da forma contratual, informou.“A Operação Tapa-Buracos é um paliativo que resolve a curto prazo. Ideal não é, mas é o que se consegue fazer”, disse fiscal do DNIT.

Para o motorista Alberto Viera, de 49 anos, “o que está errado é o sistema de tapar buracos”. Se o asfalto rompeu, tem que refazer toda a estrutura. Isso, sim, seria sério e duradouro”.  “Do contrário, é como se o pilar de uma casa se rompesse e só fossem tapadas as fissuras. É uma correção muito superficial”, avalia ele.

Sistema não é adequado

Procurado pelo Jornal Folha do Progresso para comentar sobre assunto, o engenheiro [preferiu não divulgar os nomes]especialista em obras de rodovias,  os gastos são absurdos e o risco maior é refazer o trabalho, porque, na maioria dos casos, os buracos reabrem”, disse.

Ele explica que um corte deveria ser feito ao redor do buraco para retirar todo o material danificado pelo fluxo intenso de veículos, principalmente os de carga pesada, e a água da chuva, que se infiltra no pavimento e descompacta o material sob o revestimento da massa asfáltica. Debaixo dessa estrutura, há uma base de brita granulada e o solo do lugar compactado.

“Eles só jogam a massa asfáltica no buraco e muitas vezes nem compactam, deixando esse trabalho para os carros. Assim, não há aderência com o material antigo e a camada de asfalto se solta de novo na próxima chuva. O pavimento é uma estrutura geotécnica de muitas camadas, e a operação para tapar buracos é só um recobrimento que não resolve”, argumenta a especialista. Segundo ele, refazer a parte afetada de uma rua ou rodovia acaba exigindo mais tempo de serviço, o que custa mais caro e muitas vezes requer a interdição do trânsito. Nos casos de trecho esburacados, o ideal mesmo é fazer o recapeamento.
O engenheiro que é consultor e especialista em pavimentos, reafirma que a melhor solução é fazer o recapeamento. Para ele, o processo de manutenção das empresas terceirizadas não é adequado. “Trabalha-se apagando incêndio, em vez de optar pela prevenção.

Espera-se a chuva e a reclamação dos cidadãos para tapar os buracos, quando o ideal é recuperar as vias de maneira geral”,concluiu.

Por:Redação Jornal Folha do Progresso

 

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