Presidente do Sintraf e ouvidor agrário do município continuam presos em Novo Progresso

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Pecuarista é solto dois continuam presos, um esta  foragido por envolvimento em assassinato em assentamento.
Conforme a autoridade policial, um quarto suspeito encontra-se foragido.
Pecuarista é posto em liberdade, funcionário publico e sindicalista continuam presos em Novo Progresso.
Foi liberado na tarde desta segunda-feira (14) o pecuarista Messias, conhecido por Nego Messias, que foi preso em operação da Policia Civil de castelo de Sonhos e DECA (Delegacia de Conflitos Agrários), suspeito de envolvimento em crime de homicídio com sumiço do corpo da vitima no assentamento Terra Nossa

De acordo com as investigações realizadas pela Polícia Judiciária Estadual, os presos: Raimundo Barros Cardoso, conhecido pela alcunha de “Dico”, que atualmente é presidente do Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (SINTRAF); Roberto Aparecido de Passos, que exerce a função de chefe do Departamento de Regularização Fundiária do Município de Novo Progresso; e Messias, vulgo “Nego”,  teriam tramado a morte do trabalhador rural “Antônio Rodrigues dos Santos”, conhecido popularmente por “Bigode”.  Outro  suspeito,João Batista Braga Dias,  encontra-se foragido.

Leia Também:Polícia Civil prende três suspeitos de envolvimento em crime agrário em Novo Progresso

Segundo a policia os nomes dos envolvidos, surgiram durante investigação de suposto crime por motivação agrária na região do Assentamento Terra Nossa. Nego Messias foi solto após audiência de custodia, negou envolvimento, e não teve provas suficientes para manter sua prisão, foi solto ainda nesta segunda-feira (14), vai responder em liberdade.

As investigações se iniciaram a partir do conhecimento de denúncia de que Seu Dico (Pres. Sintraff) , Messias (vulgo Nego) e Roberto Aparecido de Passos”, em companhia de outros suspeitos sob investigação, teriam assassinado o trabalhador Rural Seu Antonio conhecido por Bigode e sumido com o corpo, para se apropriar de uma propriedade localizada no assentamento Terra Nossa.(Foto:Reprodução)
As investigações se iniciaram a partir do conhecimento de denúncia de que Seu Dico (Pres. Sintraff) , Messias (vulgo Nego) e Roberto Aparecido de Passos”, em companhia de outros suspeitos sob investigação, teriam assassinado o trabalhador Rural Seu Antonio conhecido por Bigode e sumido com o corpo, para se apropriar de uma propriedade localizada no assentamento Terra Nossa.(Foto:Reprodução)

Os presos são suspeitos de terem tramado o assassinado e sumirem com o corpo, em 2018 do assentado Antônio Rodrigues dos Santos, conhecido como “Bigode”. Ele sumiu no dia 15 de maio do ano passado, quando saiu para trabalhar em uma fazenda. Conforme a investigação , Bigode  vinha denunciando desmatamento ilegal dentro de seu lote pelos grileiros locais e, segundo relatos dos assentados, estava em vias de ir denunciar um esquema de venda de lotes e grilagem no assentamento na Polícia Federal de Santarém (PA) quando desapareceu. O Corpo ainda não foi encontrado.

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Nesta imagem: Antônio, conhecido como “Bigode”, está desaparecido desde o dia 15 de maio de 2018.

As prisões temporárias aconteceram no entorno do PDS Terra Nossa, onde Dico atuava como sindicalista e Rogério ouvidor agrário do Município de Novo Progresso. O Assentamento, fica em uma região distante,cerca de 90 km do centro de Novo Progresso e tem território dividido – uma parte é Novo Progresso outra Altamira –  sendo a maior parte do trajeto em estrada de terra.

Na região uma mineradora esta se instalando, outros crimes aconteceram e são investigados.
Na ação policial, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas residências dos presos, com objetivo de apreender objetos e documentos que irão subsidiar o inquérito policial, corroborando na elucidação dos fatos.

Os presos foram encontrados dentro de uma área de mata. Os presos aguardam transferência para o presídio de Itaituba.

Por:Jornal Folha do Progresso