Roberto Leal morre em São Paulo aos 67 anos

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O cantor e compositor português Roberto Leal, 67, morreu neste domingo, 15, em São Paulo, no Hospital Samaritano, onde estava internado desde terça-feira, 10, conforme confirmou a assessoria de imprensa da rede médica.

A assessoria de Leal confirmou que há dois anos ele descobriu que estava com câncer de pele e realizava tratamento. Ele morreu em decorrência da doença às 3h37.

“Um melanoma maligno evoluiu, atingindo o fígado, causando síndrome de Insuficiência hepato-renal”, destacou em nota a assessoria do cantor.

O velório será nesta segunda-feira, 16, das 7h às 14h, aberto ao público, na Casa de Portugal, no centro da capital paulista. O enterro será realizado às 15h, no Cemitério de Congonhas.

Segundo o jornal português Diário de Notícias, o artista tinha perdido a visão de um olho.

Histórico 

Roberto Leal, nome artístico de António Joaquim Fernandes, nasceu no Vale da Porca, freguesia de Macedo de Cavaleiros, cidade que pertence ao Distrito de Bragança, em Portugal, no dia 27 de novembro de 1951.

Ele chegou ao Brasil em 1962, quando tinha 11 anos, e ficou famoso em 1971 com o lançamento da música “Arrebita”, do refrão: “Ai, cachopa, se tu queres ser bonita, arrebita, arrebita, arrebita.”

Outro sucesso do cantor foi “A Festa Ainda Pode Ser Bonita”, canção que ganhou em 1995 uma famosa paródia composta pela banda Mamonas Assassinas, que imitava os trejeitos do cantor português em “Vira-Vira”. Em 2013, a música foi regravada na segunda versão da novela “Chiquititas”, do SBT.

Futebol

Torcedor ilustre da Portuguesa, Leal foi um dos autores do novo hino do clube e, em 2015, ajudou o time, que vive uma prolongada crise financeira, a conseguir um novo patrocinador.

Nas redes sociais, o clube paulista homenageou o cantor e publicou um trecho da canção Minha Gente. “Descanse em paz, Roberto”, escreveu a Portuguesa.

Política

Em 2018, o cantor se candidatou a deputado estadual em São Paulo pelo PTB e obteve 8.273 votos, mas não se elegeu.