Três trombas d’água aparecem no Rio Amazonas e assustam moradores em Santarém

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Três trombas d’água apareceram no Rio Tapajós e puderam ser vistas de várias partes de Santarém

Registros foram feitos por volta de 11h desta segunda-feira (24). Este é o segundo caso registrado este ano.

Uma cena que faz parar o trânsito e voltar olhares para um mesmo ponto. O sol se foi e deu lugar a um espetáculo único, mas que causou medo. Ao menos três trombas d’água foram vistas no Rio Amazonas em frente a Santarém, no oeste do Pará, na manhã desta segunda-feira (24).

Os registros foram feitos por volta das 11h e muitas pessoas registraram o momento de vários pontos da cidade. As três trombas apareceram em estágio diferentes, sendo uma bem maior e outras duas menores.
Ao menos três trombas d’água aparecem no Rio Tapajós em Santarém

Em 2019, este é o segundo registro do fenômeno natural em Santarém. No mês de fevereiro, a grandeza e beleza da tromba causaram estragos em diversas casas e prédios devido aos ventos fortes.

teporalTromba d’água no Rio Amazonas, em Santarém, na manhã deste 24 de junho de 2019 — Foto: Everton Miranda/Arquivo pessoal

Formação do fenômeno

Segundo os meteorologistas, as trombas d’água são comuns, mas dependendo da intensidade da pressão do ar e da temperatura durante a sua formação, pode causar grandes destruições. A recomendação da Capitania Fluvial e do Corpo de Bombeiros é não se aproximar da tromba d’água dentro do rio.

O fenômeno ocorre em períodos de transição de temperatura. Na região, como a mudança não é brusca, a intensidade das trombas d’água é menor.

As trombas se formam com o aparecimento de uma nuvem de grande movimento vertical, chamada cumulonimbus, que tem cerca de 15 km de altura. Dentro da nuvem há água e gelo sólido, além de rajadas de ventos fortes.

O fenômeno é comparável a um tornado, mas com intensidade menor do que é fenômeno observado no hemisfério norte. Possui características específicas, como por exemplo, a altura poder alcançar cerca de 1km e os ventos chegarem até 40km/h.

Por Geovane Brito, G1 Santarém — Pará