Problemas de regularização fundiária são relatados em reunião com Ouvidoria Agrária Nacional em Santarém

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Encontro reuniu instituições públicas, sindicatos, comunitários, agricultores e movimentos sociais de municípios do oeste do Pará.

Durante a 4ª reunião ordinária do Fórum Permanente do Ministério Público do Estado do Pará com a sociedade civil para questões agrárias e fundiárias do oeste do Pará, foram relatados problemas relacionados à regularização fundiária, que causam conflitos, dificuldades de escoamento de produção, processos acumulados no Incra e necessidade de assistência técnica.

O encontrou foi realizado em Santarém, terça-feira (4), no auditório do MPPA, e contou com a participação do Ouvidor Agrário Nacional, João Miguel Souza Aguiar Maia. Ele foi convidado pela 7ª promotoria de Justiça Agrária, por meio da titular Ione Nakamura, com objetivo de ouvir as demandas dos municípios de Santarém, Alenquer, Almeirim, Aveiro, Belterra, Curuá, Faro, Itaituba, Jacareacanga, Juruti, Mojui dos Campos, Monte Alegre, Óbidos, Oriximiná, Prainha, Terra Santa e Placas.

“Nossa pauta é a discussão dos problemas relacionados ao Incra, por isso temos a presença do Ouvidor Agrário Nacional, para ouvir a sociedade civil, os assentados, os agricultores, para tratar das demandas que afligem a nossa população, como a regularização, o acesso à terra pelas populações tradicionais, o reconhecimento do direito à terra, enfim, todas as questões, conflitos e as soluções agrárias e fundiárias para a região”, ressaltou Ione Nakamura.

Uma Nota Pública formulada pelas entidades que compõem Fórum foi entregue ao Ouvidor, defendendo a permanência e o fortalecimento da Superintendência Regional do Incra no oeste do Pará (SR-30), que abrange 19 municípios.

Dados da SR-30 apontam, até dezembro de 2017, o número de 53.676 famílias vivendo em 155 assentamentos da Reforma Agrária na região. Uma provável concentração dessas atividades em Belém significaria “maiores custos para os beneficiários da Reforma Agrária, burocratização e maior dificuldade para o acompanhamento das tomadas de decisão, como ocorriam até 2004, antes da criação da SR-30”, destacou o documento.

“Parte das demandas são de regularização fundiária. O encaminhamento se dá aos órgãos internos do Incra, que são responsáveis por executar determinadas atividades, mas também fazendo uma ligação com os órgãos externos, sejam eles a nível municipal, estadual e até mesmo federal, para que a soma dos esforços possa nos trazer o que todos gostaríamos de ter, que é a paz no campo”, concluiu o Ouvidor.

Todas as demandas e documentos recebidos foram registrados e serão encaminhados pela promotoria e Ouvidoria, de acordo com as competências.

Competências

As instituições públicas que participaram da reunião apresentaram sua estrutura e equipe, como o Centro Regional de Governo, Emater, Serviço Florestal e Delegacia de Combate aos Conflitos Agrários e Meio Ambiente (DECA) e Iterpa.

A Ouvidoria Agrária Nacional é responsável pela recepção de denúncias e a mediação de conflitos por terras no campo, e faz parte da estrutura do Incra.

O ouvidor ressaltou que embora não esteja diretamente ligada às atividades de execução, a Ouvidoria Agrária está presente nas discussões e precisa trabalhar com o máximo de sensibilidade, procurando orientar a condução das demandas, garantir que aquela demanda chegou ao órgão responsável por recebê-la e ao mesmo tempo dar um retorno àquelas pessoas que nos procuram.

Fonte G1